Arquivos | Curiosidades e um pouco de história RSS feed for this section

O samba é patrimônio cultural!

7 fev

O samba carioca foi declarado patrimônio cultural do Brasil no dia 09 de outubro de 2007, quando foi diplomado oficialmente pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), do Ministério da Cultura. A medida protege as três matrizes do mais popular gênero musical brasileiro: o samba de terreiro, o partido-alto e o samba-enredo.

Unidos da Liberdade: a caçula do Carnaval

1 fev

Por Melissa Toledo

A Associação Comunitária Recreativa e Escola de Samba Unidos da Liberdade foi criada a partir da paixão, entusiasmo e dedicação ao samba de um grupo de batataenses liderados pela família Barbosa.

Oriundos da extinta escola de samba Baroel, os sambistas, em julho de 2004,  fundaram a mais nova agremiação da cidade, segundo eles, com a “cara do povo” e com liberdade em todos os sentidos para criar, inovar e surpreender.

Sem sede própria, a escola se alojou no Bairro Francisco Pupin e foi acolhida prontamente pela comunidade local, que apoia, incentiva e trabalha junto com a diretoria para que a qualidade dos desfiles melhore a cada Carnaval.

Nos últimos carnavais, a Unidos da Liberdade desfilou com os enredos “Batatais terra nostra” (2006, 5º lugar),  “De normal a louco, todo mundo tem um pouco” (2007, 4º lugar) e “A Terra pede socorro” (2008, 4º lugar).

Conheça um pouco da história da Unidos do Morro

1 fev

Depois de 11 anos de atividade com bloco carnavalesco de sucesso, em 3 de março de 1993, a Unidos do Morro ganhou status de escola de samba.

Sediada no Bairro Altino Arantes, com seu pavilhão bordado nas cores azul, vermelho, preto e branco; garra; união; alegria e humildade peculiares; a agremiação conquista mais admiradores a cada ano.

O terceiro lugar conquistado em 2008 ganhou importância de primeiro, sendo recebido pela comunidade como uma vitória interna, já que a escola havia ficado em penúltimo lugar em 2007.

Como escola de samba, a Unidos do Morro desfilou com os seguintes enredos:

- 1994: Nos contos de fada, sonhei, acordei e estou aqui

- 1995: Vitória-régia, a rainha da Amazônia

- 1996: Mestres do ar, guerreiros do fogo, senhores da Terra e soberanos da água

- 1997: Com pompom e paetê, com brocal e sisal, no país é Carnaval

- 1998: Arte, cultura e sabedoria, no Brasil, faz a Folia

- 1999, 2000 e 2001: interrupção dos desfiles em Batatais

- 2002: A se todos fossem unidos como você

- 2003: Viagem ao mundo de Monteiro Lobato

- 2004: interrupção dos desfiles em Batatais

- 2005: Morro – estrela das constelações

- 2006: Água: da origem da vida à preservação de nossos rios, o Morro pede clamor pelas águas do Brasil

- 2007: De azul, Stela e branco vou com muito orgulho

- 2008: Na retrospectiva de seus carnavais… Morro conta 15 anos de história e encanta Batatais

Gotas de história da Riachuelo

1 fev

- O Grêmio Recreativo Escola de Samba Riachuelo foi criada em 1971;

- Conforme os registros da escola, a fundadora foi Oneida Batista de Castro que, com a finalidade de integrar a comunidade do Bairro Riachuelo, tomou a iniciativa de criar a agremiação;

- As cores da escola são o vermelho, o verde e o branco;

- Em 1986, a Riachuelo agregou a comunidade da Febem local;

- Nos anos de 1996 e 1997 a escola conquistou seus dois únicos campeonatos no Carnaval batataense;

- No ano de 2004 houve uma fusão entre as escolas de samba Riachuelo e Baroel, formando uma única entidade;

- Nos anos de 2006, 2007 e 2008 a escola entrou no sambódromo, respectivamente, com os enredos: “O mundo que encanta. Riachuelo revive o circo em forma de samba” (vice-campeã), “Sonho bom esse de sonhar: final de semana da Riachuelo em Batatais” (3º lugar) e “A descoberta da Amazônia pelos turcos encantados” (5º lugar).

As origens da Império do Samba

1 fev

Por Melissa Toledo

A experiência e o amor ao samba de ex-integrantes da extinta escola de samba Stella foram os principais fatores que resultaram na fundação do Grêmio Recreativo Escola de Samba Império do Samba, em julho de 1995. Com o enredo “Acredite se quiser, só é verdade quando se quer”, a escola estreou no Carnaval de Batatais em 1996 com um visual luxuoso e inovador e, de cara, entoou um samba enredo que marcou época. Quem não se lembra do refrão “Lua vem iluminar este chão/ canta, meu povo, que hoje a Império é coração”?

A novidade agradou e a agremiação, em pouco tempo, reuniu sambistas, seguidores, admiradores e fãs dos mais variados bairros, idades e grupos sociais da cidade.

Os dois anos seguintes também foram marcados por grandes momentos da Império com os enredos “Do fim ao recomeço tudo tem um preço” e “Joãosinho Trinta, o Mago dos Carnavais” – este último, levando a escola à conquista do vice-campeonato em 1998.

O momento atual, no entanto, é de luta para fugir da última posição no ranking adquirida nos dois últimos anos (2007 e 2008). Para isso, pretendem contar com a funcionalidade do enredo “Saudades do meu tempo de criança”.

Conheço todos os enredos da Império do Samba:

- 1996: Acredite se quiser, só é verdade quando se quer

- 1997: Do fim ao recomeço tudo tem um preço

- 1998: Joãosinho Trinta, o Mago dos Carnavais

- 1999, 2000 e 2001: interrupção dos desfiles em Batatais

- 2002: a Império do Samba não participou do Carnaval

- 2003: Do Misticismo ao seu turismo nacional, és México no Brasil do Carnaval

- 2005: Histórias e lendas ciganas

- 2006: A imprensa local divulga Batatais no Carnaval

- 2007: Do vício ao lixo

- 2008: No palco da vida, meu Império abre as cortinas deste show

Blocos que agitaram outros carnavais

29 jan

Por Melissa Toledo

 

Os sentimentos que antecedem o carnaval são inexplicáveis. Cada um o espera com uma emoção singular. São os dias oficiais da felicidade. O coração esquece que tem ritmo próprio e faz dueto com a bateria. Esquece as ordens do corpo e passa a ser eunuco do apito do mestre. E não é de hoje que é assim.

Os “confetes” da semana relembram a origem e a existência dos saudosos blocos carnavalescos de Batatais que, menos compromissados com a técnica e mais irreverentes que as atuais apresentações das escolas de samba, foram berços de muitos sambistas.

 

BLOCO DO REGASSO

Em meio a um bate-papo de bar, vários amigos discutiam sobre a importância da criação de um bloco carnavalesco diferente e original. Foi a aí que tiveram a idéia de fundar um grupo descomprometido com o luxo e que enfatizasse o humor e a sátira. O lema dos integrantes do bloco sempre foi mostrar que o Carnaval é a festa do povo, um momento de alegria, animação e riso. O nome que melhor traduziria esse estilo de se divertir? Bloco do Regasso.

 

BLOCO DO FUNIL

O Bloco do Funil, assim como o Bloco do Regasso, também tem sua origem em bate-papos entre amigos em bares. Surgiu em 1981 e sempre manteve uma linguagem descontraída e jovial. A principal característica do bloco era a adoção de enredos que retratavam temas atuais e polêmicos.

 

BLOCO SOVACO DE COBRA

O Bloco Sovaco de Cobra desfilou pela primeira vez no ano de 1984, com o enredo “Alice no Brasil das Maravilhas”. O curioso nome foi originado de um conhecido reduto da cidade do Rio de Janeiro, o “Sovaco de Cobra”.

 

BLOCO DO MÉ

Em 1979, depois de uma reunião regada a muito “mé”, surgiu entre os participantes a idéia de formar um bloco carnavalesco. O Bloco do Mé entrou pela primeira vez na passarela do samba em 1980. Era conhecido pela extensão das suas atividades. O grupo que formava o bloco, além da dedicação ao samba, era presente na sociedade batataense, promovendo campanhas beneficentes e eventos.

 

BLOCO XAQUAIADO

Sucessivas reuniões no extinto barzinho Copo Sujo deram origem, no dia 30 de janeiro de 1987, ao Bloco Xaquaiado. O nome fazia alusão a uma pessoa bonita, charmosa, alegre, brilhante e inteligente.

Com as cores oficiais branco, vermelho e prata, em 1987 desfilou com o enredo “O beijo não vem da boca”, em que afirmavam com veemência que o beijo tinha origem no interior de cada um. Na diretoria, os foliões: Cássia Maria Pinto, Liliana Prado, Milton Nicolau, Ester Cândida Corrêa, Odair Pereira e Rose Mary Olavo.

 

BLOCO MOCIDADE ALEGRE

Fundado e registrado na Uesb (União das Escolas de Samba Batataenses) em 19 de janeiro de 1987, o Grêmio Recreativo e Cultural Bloco Carnavalesco Mocidade Alegre desfilou pela primeira vez no Carnaval com o enredo “Beijinho, beijinho, carnaval, carnaval”. O Bloco Mocidade Alegre foi fundado por Ubaldo Mozart Ribeiro, Francisco Alfeu Moschiar, Dirceu Garcia e Geraldo Julião.

 

BLOCO LAR DA INFÂNCIA

O Bloco Lar da Infância foi o único bloco a desfilar em 1969, retomando os desfiles de carnaval de Batatais. Era composto por crianças de seis a 12 anos que não faziam necessariamente parte da Instituição. Depois de receber muitos elogios aliados a aplausos e euforia, o Bloco Lar da Infância desfilou novamente em 1970. As cores predominantes do Bloco eram o azul, o branco e o prata.

 

BLOCO DOS DUROS

O Bloco dos Duros era conhecido principalmente pela cor “vermelho esquerda”. Nas apresentações passava a idéia de ser um bloco democrático, desorganizado, liberal, político e ao mesmo tempo bonito. Contestavam, satirizavam, ironizavam e diziam até “encher o saco” de todos. O que realmente valia era a celebração da alegria.

Disco oficial da Uesb: medida exemplar a ser resgatada

28 jan

Por Melissa Toledo

 

Há 23 anos, no Carnaval de 1986, a UESB (União das Escolas de Samba Batataenses), com o apoio dos estúdios da Decson, em Ribeirão Preto, e da extinta rede de lojas Rampim-lar, lançou um LP compacto com os sambas de enredo das três escolas de samba desfilantes. A ação marcou época e até hoje muitos sambistas tem o pequeno disco arquivado como relíquia.

Naquele ano, a Acadêmicos do Samba, que entrava na avenida pela sétima vez, desfilou com o enredo “O dia em que o Brasil descobriu Portugal”. A Riachuelo apresentou o tema “Maravilha negra no cenário das estórias da história do Brasil”. A Castelo, que foi campeã do Carnaval, teve como enredo: “Seja preto, seja branco, todo mundo tem seu santo”.

Saiba mais sobre a Escola de Samba Castelo

28 jan

Em 2008 a Castelo conquistou seu 15º titulo; o sétimo consecutivo

Em 2008 a Castelo conquistou seu 15º título; o sétimo consecutivo

Em 1970 a Sociedade Recreativa Escola de Samba Castelo nasceu para o samba e para presentear a comunidade com fervor e garra de seus sambistas, lutando por um grande ideal: a glória do pavilhão castelense no Carnaval brasileiro.

Edson Alfredo Bertolini e Antônio de Freitas Noronha foram os grandes amantes do samba que, reunidos em um dos bares do bairro, fundaram a Escola de Samba Castelo com muita luta, muito trabalho e muito samba.

Certamente dificuldades não faltaram, pois, em seus primeiros dez anos, a escola viveu um difícil período, sobretudo pela falta de verbas e da inexistência de uma infra-estrutura do Carnaval local. Todavia, os últimos 29 anos foram de gratificantes recordações, já que, desde 1980, a cidade passou a ter um Carnaval melhor estruturado, em que departamentos diversos passaram a ter funções específicas. Essa organização fortaleceu a vontade de elevar ainda mais o alto nome da escola.

Os enredos a partir de 1980 foram:

· 1980: Exaltação a Batatais

· 1981: Meu Brasil brasileiro

· 1982: Se todos fossem Vinícius, iguais a você

· 1983: Arco-íris, sol e chuva, casamento de viúva

· 1984: A lenda do irapuru – campeã

· 1985: Upabuçu, o mito da lagoa encantada – campeã

· 1986: Seja preto, seja branco, todos nós somos do santo – campeã

· 1987: Somos samba, sim senhor – campeã

· 1988: Raízes da América – campeã

· 1989: Sampa

· 1990, 1991 e 1992: interrupção dos desfiles em Batatais

· 1993: Sou Castelo, sou o samba – campeã

· 1994: Ajoelhou, tem que rezar – campeã

· 1995: 25 anos de samba: é rosa e prata este chão – campeã

· 1996: Sou negro, sou Francisco, nessas águas vou rolar

· 1997: Assim no céu como na Terra

· 1998: Carnaval: o maior espetáculo da nossa terra – campeã

· 1999, 2000, 2001: interrupção dos desfiles em Batatais

· 2002: A trajetória da negra nação, cinquenta anos de história, cultura e tradição – campeã

· 2003: Por…ti, candidamente portinariei – campeã

· 2004: interrupção dos desfiles em batatais

· 2005: Castelo, trinta e cinco anos de amor ao samba – campeã

· 2006: O ouro mais resplandecente é o que está dentro da gente – campeã

· 2007: No Carnaval dos carnavais, Castelo risca o chão de poesia por Batatais – campeã

· 2008: De janeiro a janeiro, Batatais é festa o ano inteiro – campeã

Fonte: site da Castelo

Conheça um pouco da trajetória de 30 anos da Acadêmicos do Samba

28 jan

Texto: Melissa Toledo
8 de janeiro de 1979. No compasso do giro, o pavilhão da Acadêmicos lembra que a escola acaba de completar 30 anos
’8 de janeiro de 1979′. No compasso do giro, o pavilhão da Acadêmicos lembra que a escola acaba de completar 30 anos

 

 

O Grêmio Recreativo Acadêmicos do Samba foi fundado em 1979 por um grupo de batataenses oriundos da Princesa Isabel, uma das primeiras escolas de samba de Batatais, que estava inconformado com a ausência de sua primeira agremiação na folia de mômo.

Os amigos – figuras marcantes na história do Carnaval de Batatais – Carlos Roberto dos Santos, Isoel Aparecido da Silva, Reinaldo Aparecido da Silva e Sebastião Carlos Rodrigues reuniram pessoas da comunidade e, juntos, levaram à passarela alegria, descontração, muito samba no pé e requebros febris.

Com as fantasias e alegorias predominantemente nas cores branco, prata, amarelo e ouro, a escola tinha o costume de descrever-se, nos anos iniciais após a sua fundação, como sendo “pobre em recursos financeiros, mas rica em samba, que jogado no asfalto se transforma na alegria do povo”.

Os grandes momentos da escola foram em 1982, 1985 e 1989 – anos em que levou o título de campeã do Carnaval.

Em 1982 conquistou a sua primeira estrela, quando levou para a passarela o enredo “Caymmi, poeta do mar e do amor”. Na época era presidida por Joaquim Paulino, o “Quinca”.

O segundo campeonato foi conquistado em 1985 com o enredo “Cantigas de outros carnavais”, presidida, então, por Sebastião Carlos Rodrigues.

Em 1989, último ano em que a escola sagrou-se campeã, Batatais surpreendeu-se com a brilhante retratação do tema “Clara Nunes, Guerreira, Mulher e Saudade”. Na ocasião o presidente da agremiação era Osvaldo Batista de Toledo.

Nos últimos dez carnavais, a Acadêmicos apresentou os seguintes enredos:

1995: De Saruê a Jamelão

1996: Neste show eu sou uma estrela

1997: O boi da floresta aqui faz a festa

1998: Da cor da terra Brasil

1999, 2000 e 2001: não houve carnaval em Batatais

2002: E a luz se fez trevas

2003: Portinari: 100 anos de Brasil brasileiro

2004: Não houve carnaval em Batatais

2005: Negra nação, acadêmica vocação

2006: O medo do pagão tem na fé a salvação

2007: Sob a luz da Lua

2008: Nas garras da folia

 

O último titulo da Acadêmicos do Samba foi conquistado em 1989. Na foto, Osvaldo Batista de Toledo (presidente da escola na época), entre o casal de mestre-sala e porta-bandeira Ana Maria e Gilberto Marques na ocasião da entrega do troféu de campeã

O último título da Acadêmicos do Samba foi conquistado em 1989. Na foto, Osvaldo Batista de Toledo (presidente da escola na época), entre o casal de mestre-sala e porta-bandeira Ana Maria e Gilberto Marques na ocasião da entrega do troféu de campeã

A trajetória do Carnaval de Batatais

14 jan

Por Melissa Toledo
Desde 2005 os desfiles das escolas de samba de Batatais acontecem no sambódromo Carlos Henrique Cândido Alves
Desde 2005 os desfiles das escolas de samba de Batatais acontecem no sambódromo Carlos Henrique Cândido Alves

 

A expressão “escola de samba” surgiu em Batatais em 1954. O termo fazia alusão à Sociedade Beneficente Recreativa Princesa Isabel, que então desfilou no Largo da Matriz, hoje a Praça Cônego Joaquim Alves.

O Carnaval batataense criou então dimensões mais amplas e, na década de 80, foi necessário sua transferência para a avenida Nove de Julho, que apresentava condições estruturais mais adequadas. Na mesma década, foi fundada a Uesb (União das Escolas de samba Batataenses), entidade responsável pela organização dos desfiles carnavalescos em parceria com a prefeitura da cidade.

Com o tempo, a Avenida Nove de Julho acabou se tornando imprópria para servir de palco para os crescentes desfiles. Após passar pelas avenidas 14 de Março e Moacyr Dias de Morais, em 2005 as escolas de samba de Batatais inauguraram o sambódromo Carlos Henrique Cândido Alves, no Parque de Exposições Antônio Carlos Prado Batista, o “Recinto da Festa do Leite”.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 181 other followers