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Mestre-sala e porta-bandeira da Castelo brilham em cine-show

13 out

Musical Cine-Show Máscara Mambembe lotou o Teatro Municipal de Ribeirão Preto; batataenses se destacaram

Texto e fotos: Melissa Toledo

O casal de mestre-sala e porta-bandeira oficial da Escola de Samba Castelo, de Batatais, Márcio Souza e Silva e Ana Maria de Oliveira, fizeram uma apresentação especial na estreia do espetáculo musical Cine-Show Máscara Mambembe, que aconteceu no Teatro Municipal de Ribeirão Preto na última quinta-feira, dia 7 de outubro. Com técnica e graciosidade peculiares, o casal expressou no palco um pouco do incontestável talento dos sambistas da cidade que tem o Carnaval mais estruturado da região.

Apresentações em casamentos, formaturas, eventos coorporativos e festas em geral já não são novidades para os sambistas batataenses. Há tempos a cidade “exporta” seus talentos. Mas é inédita a apresentação em um projeto nos moldes deste cine-show, em que músicas e projeções cinematográficas são intercaladas, formando uma unidade de narrativa que contam uma história em comum.

O espetáculo, baseado na obra de Chico Buarque de Hollanda, tem produção e direção de Matheus Balieiro Bin, recém-graduado no curso de Audiovisual pela Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e é apresentado pelo artista Marcelo Bin, pai de Matheus. Segundo Matheus, o projeto surgiu a partir de uma antiga vontade de seu pai, aliada a sua formação profissional no campo da comunicação.

O jovem uniu seus conhecimentos na área cinematográfica e musical para desenvolver a trama fundamentada na convergência artística cinema com show.

O enredo é focado na história de Marcelo Bin, um pai de família, músico e fã de Chico Buarque que um dia se excede na bebida e adormece profundamente. Em sonho, Marcelo recebe a ligação do produtor musical de Chico que o convida para substituir o artista em um show. O produtor explica que Chico teve uma contusão em um jogo do Polytheama (time de futebol amador de Buarque) e está impossibilitado de se apresentar.

Ele não recusa. Marcelo agora é Chico. No show ao vivo, o cantor ribeirão-pretano interpreta grandes sucessos do artista carioca como “As Vitrines”, “Choro Bandido”, “Samba de Orly”, “Todo Sentimento”, “Joana Francesa”, “Chão de esmeraldas”, “Mambembe”, “Piano na Mangueira”, entre outras canções inesquecíveis, encerrando apoteoticamente com “Vai Passar”. Ao mesmo tempo são exibidas cenas do curta-metragem ficção revelando, ao final, que o show é um sonho do cantor.

Na estréia foram interpretadas 28 canções e o casal castelense abrilhantou a apresentação daquelas que abordam o samba autêntico. Além de Márcio e Ana, o musical contou com a participação de grandes profissionais incluindo ritimistas, produtores, editores, atores, diretores de arte, de fotografia, de som, de vídeo e músicos renomados como Paulo Lakimé, Horácio Silveira, Bueno, Fernando Torrão, Deva Mille, Alessandro Machado, Noel Costa, Mauro Zacharias, Gera Machado, Toninho Diniz, entre outros.

Aplaudidos de pé, mestre-sala e porta-bandeira, com incontestável alegria e típico garbo, se perfizeram de genuínos garotos-propaganda do nosso Carnaval.

O espetáculo foi filmado com equipamentos de última geração e com os melhores profissionais para posterior produção de um CD/DVD ao vivo a ser lançados em meados de janeiro próximo.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Castelo minutos antes de entrar no palco durante o musical Cine-show Máscara Mambembe

O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Castelo minutos antes de entrar no palco durante o musical Cine-show Máscara Mambembe

O espetáculo lotou a plateia do Teatro Municipal de Ribeirão Preto

O espetáculo lotou a plateia do Teatro Municipal de Ribeirão Preto

BASTIDORES

Bastidores: a jornalista Melissa Toledo, o casal de MSPB da Castelo, Márcio S. Silva e Ana Maria Oliveira, e a castelense Cássia Zanetti (a frente)

Bastidores: a jornalista Melissa Toledo, o casal de MSPB da Castelo, Márcio S. Silva e Ana Maria Oliveira, e a castelense Cássia Zanetti (a frente)

Ana Maria, o protagonista do espetáculo, Marcelo Bin, e Márcio S. Silva após a apresentação no Teatro Municipal

Ana Maria, o protagonista do espetáculo, Marcelo Bin, e Márcio S. Silva após a apresentação no Teatro Municipal

A equipe que realizou o musical sob os holofotes e atrás do palco

A equipe que realizou o musical sob os holofotes e atrás do palco

Unidos do Morro surpreende e ganha o Carnaval de Batatais

1 mar

Por Melissa Toledo

da Redação – jornal Comércio da Franca – edição de 26 de fevereiro de 2009

 

A bateria caracterizada de "Irmãos Metralha" foi uma das atrações da Unidos do Morro

A bateria caracterizada de "Irmãos Metralha" foi uma das atrações da Unidos do Morro

 

As três escolas de samba consideradas por 18 julgadores como as melhores do Carnaval de Batatais em 2009 voltaram na noite de terça-feira (24) a se apresentar no sambódromo “Carlos Henrique Cândido Alves”. O desfile foi aberto pela terceira colocada na disputa, a Castelo, que totalizou 179,5 pontos na apuração. A vice-campeã Acadêmicos do Samba, também com 179,5 pontos, foi a segunda a se apresentar. Os desfiles foram fechados pela Unidos do Morro, que não era apontada como favorita, mas se sagrou campeã com 180 pontos.

A Unidos do Morro levou para a avenida o enredo “Numa viagem fascinante Urubu Rei convida Zé Carioca e os amigos para a festa do Carnaval de Batatais”. No lugar de luxo, abusou da criatividade. Plumas, pavões e faisões cederam lugar a materiais alternativos. Caiu nas graças do público e dos jurados.

A Acadêmicos do Samba ficou com o vice-campeonato por ter levado a melhor em 0,25 ponto sobre a Castelo no quesito “harmonia”. A Castelo foi ainda penalizada em 0,25 ponto em “alegorias” – um cachorro subiu em um de seus carros alegóricos e os integrantes da escola se mobilizaram para tirá-lo.

 

SUCESSO

Ao todo, entre sambistas, espectadores e trabalhadores, 25 mil pessoas participaram dos desfiles. Foram dois dias de apresentações oficiais. No sábado desfilaram Império do Samba, Unidos da Liberdade e Acadêmicos do Samba. No domingo, foram para a avenida Riachuelo, Unidos do Morro e Castelo.

Na segunda-feira, mais de 4,5 mil pessoas, segundo a segurança do evento, participaram ou acompanharam o concurso de Monas e Dondocas (em que homens se vestem de mulheres). Ao final do desfile das campeãs, na terça-feira, o Rei Momo José Geraldo Machado devolveu a “chave da cidade” ao prefeito José Luís Romagnoli (PTB), encerrando os festejos carnavalescos.

O presidente da União das Escolas de Samba Batataenses, Gino Belon, era só comemoração. “Ainda temos muito para crescer, mas acredito que melhoramos em relação ao ano passado”, disse. 

Um Carnaval de profissões e dedicação integral

10 fev

Texto: Melissa Toledo

(Matéria publicada na edição de 8 de fevereiro do jornal Comércio da Franca) Link da matéria original

Cassiano Lazarini/Comércio da Franca

TRABALHO E PAIXÃO - Em Batatais, voluntários e remunerados trabalham dia e noite para que o Carnaval 2009 seja perfeito (Foto: Cassiano Lazarini/Comércio da Franca)

 

Engana-se quem pensa que fevereiro é apenas época de folia. Para quem quer trabalhar – de forma remunerada ou voluntária – as escolas de samba da região ocupam mão-de-obra especializada nas mais variadas áreas de atuação profissional. Entre plumas, lantejoulas, sambas e batucadas, costureiras, marceneiros, coreógrafos, pintores, historiadores e mais uma legião de trabalhadores dedicam dias e noites à produção da arte carnavalesca.

Em Franca, mais de 180 pessoas (em média 30 por escola de samba) trabalham diretamente com a confecção de fantasias, adereços e alegorias e a maioria recebe por isso, segundo o presidente da Uesf (União das Escolas de Samba de Franca), Joelton Silveira. “O Carnaval está se profissionalizando mais. Temos pessoas que vão a outras cidades para aprenderem novas técnicas, mistura de cores para criar efeitos diferentes e tantas outras coisas. Trabalhando para cada escola temos mais de 30 pessoas, a maioria é remunerada”, afirmou.

Positivo para quem vê no período uma oportunidade de trabalho temporário, a alta demanda de funcionários remunerados deixa as agremiações com pouco dinheiro para investir na estrutura dos desfiles. Segundo Silveira, aproximadamente 60% da verba de R$ 24,5 mil repassada para cada escola de samba é destinada ao pagamento de mão-de-obra.

O presidente da Uesf disse ainda que os valores pagos aos profissionais têm grande variação e que os salários mais altos, em geral, vão para as costureiras e serralheiros, mas que, com a proximidade da folia, a maior parte dos postos de trabalho já está preenchida.

Para Reginaldo Emídio, diretor da Feac (Fundação Esporte Arte e Cultura), a movimentação carnavalesca traz vantagens na criação de vagas de trabalho temporário. “Isto é algo natural. Nestes dois meses, janeiro e fevereiro, trabalhadores que se dedicam a diversas áreas – como costura -mantêm uma atividade extra”.

A cidade de Batatais, que tem o Carnaval mais estruturado da região, apresenta números ainda mais expressivos: mais de 300 pessoas estão envolvidas diretamente com a produção dos desfiles carnavalescos. No entanto, ao contrário de Franca, a maior parcela da força-tarefa é voluntária.

Segundo o presidente da Uesb (União das Escolas de Samba Batataenses), Gino Evair Belon, a organização do Carnaval batataense não significa apenas a realização de uma festa de apelo cultural, mas também uma oportunidade de aquecimento da economia do município, antes e durante a festa, com a geração de empregos.

Entre os cerca de 300 profissionais envolvidos no trabalho de confecção das fantasias e construção de carros alegóricos, aproximadamente 30% são remuneradas pelo ofício, segundo Belon. “No mínimo 30 pessoas trabalham diretamente em cada escola de samba e, de oito a 10 são remuneradas. Esta é a média”. De fato, 30 é o número mínimo de trabalhadores em cada agremiação. A Castelo, atual campeã do Carnaval, por exemplo, sozinha, conta com mais de 180 pessoas na produção dos desfiles. Na Acadêmicos do Samba, vice-campeã, o número supera 50.

Tanto em Franca como em Batatais, outras centenas de pessoas são beneficiadas com empregos indiretos em setores como o de montagem das estruturas, de segurança, de alimentação e de som. Confira na próxima página um pouco do trabalho de profissionais de Batatais no Carnaval.

‘Mão-de-obra criativa’ movimenta Carnaval 2009

10 fev

Texto: Melissa Toledo

(Matéria publicada na edição de 8 de fevereiro do jornal Comércio da Franca) Link da matéria original

 

Nas mãos das costureiras o pedaço de pano vira arte. Nas mãos dos ferreiros, soldadores, marceneiros e carpinteiros está a responsabilidade de executar alegorias seguindo minuciosamente as regras de segurança e os critérios de julgamento. Pintores e artistas plásticos dão o acabamento. Tantos outros profissionais trabalham para concretizar nas avenidas enredos com temáticas variadas para satisfação e alegria dos espectadores dos desfiles das escolas de samba no Carnaval de rua.

Todos são um pouco “historiadores” no momento em que tiram do papel o projeto do carnavalesco, que retrata outras vidas, outras épocas e outros sonhos. É assim com o grupo de costureiras da escola de samba Castelo. Juntas, a maioria ao menos há três décadas, elas confeccionam as fantasias das alas, dos casais de mestre-sala e porta-bandeira, da bateria, das passistas e da comissão de frente e têm dificuldade na hora de elegerem a fantasia ou o enredo preferidos. “Todos. Nesses 30 anos não saberia falar apenas um. Eu gosto de todos”, sintetiza Nadir Bonvine, sem se distrair de sua máquina de costura.

Além dos anos de profissão no Carnaval, dona Nadir e as demais costureiras têm em comum a paixão pela folia de momo, sentimento que as faz abrir mão de qualquer remuneração. “Somos todas voluntárias”, dizem elas, praticamente em coro.

Outro veterano na atividade é o sapateiro Antônio Braz Capelozi, este sem agremiação “do coração”. Perto de completar 80 anos, nesta época do ano é em um pequeno quartinho, de cerca de quatro metros quadrados, que ele passa a maior parte do dia e, muitas vezes, da noite. Sozinho, ele desenha, cria, produz e faz o acabamento de aproximadamente 500 pares de calçados que vestirão os pés de sambistas das seis escolas de samba de Batatais. “Desde que se fala em Carnaval na cidade (década de 1970) eu faço sandálias, sapatilhas e botas para o pessoal desfilar. Faço também reformas. Tem botas que eu estou reformando, trocando a cor, pelo quinto ano”, afirma.

Sem revelar o montante total da remuneração pelo ofício, ele diz que as sapatilhas custam R$ 5, as sandálias cerca de R$ 30 e as botas carnavalescas saem por R$ 50, em média. “Não adianta cobrar mais porque aí as escolas não fazem”.

Na Acadêmicos do Samba, a exceção do trabalho voluntário se restringe a apenas cinco pessoas, segundo a presidente da escola, Maria Aparecida de Oliveira e Sousa, a Mary. “Temos que pagar funcionários específicos, como quem fica no barracão o dia todo, a costureira (que é terceirizada e receberá R$ 5 mil), o artista plástico que faz as esculturas”, afirma Mary.

 

VOLUNTARIADO

Na contramão, as escolas de samba mais humildes dispõem de um menor contingente de mão-de-obra gratuita. Enquanto a Castelo – atual campeã do Carnaval de Batatais – cede apenas pequenas gratificações para alguns de seus mais de 180 trabalhadores, a Império do Samba – última colocada no Carnaval 2008 – gasta 30% da verba de R$ 50 mil repassada pela prefeitura com o pagamento de funcionários.

“Contamos com o trabalho voluntário dos amigos. Há muita gente envolvida. Se formos contar, temos muito mais que 180 colaboradores. O que fazemos é dar pequenas contribuições a título de gratificação, uma pequena ajuda de custo, para algumas poucas pessoas”, disse Rômulo Bruno Trevisani, um dos vice-presidentes da Castelo.

Luís Renato Garbellini, o “Mestre Tosa”, um dos diretores e comandante da bateria da Império do Samba, disse considerar o gasto com profissionais muito elevado. “Estamos precisando formar os profissionais dentro das escolas. Hoje não conseguimos gente para trabalhar de graça. Gastamos uns R$ 15 mil com os pagamentos”, afirmou.

Felicíssimo Antônio dos Santos, o “Simão”’, presidente da Unidos do Morro – terceira colocada no último Carnaval -, também cita o alto custo dos profissionais. “Gastamos pelo menos R$ 17 mil só com mão-de-obra”. 

Ainda dá tempo de ter participação ativa na folia

29 jan

Por Melissa Toledo

 

O carnaval é uma das principais manifestações culturais de Batatais. Trata-se de uma expressão espontânea do povo, em que participam pessoas das mais variadas idades, classes sociais e raças.

Para desfilar ainda este ano no Carnaval de Batatais, basta escolher uma das seis escolas de samba, comparecer à sede social da mesma e escolher um lugar de sua preferência para sair. Bateria, ala dos passistas, alas infantis, alas de enredo, ala das baianas ou ainda sobre algum carro alegórico: opções não faltam.

Desfilar em alas custa pouco, no máximo R$ 15 com a taxa de inscrição – a popular “taxa da sapatilha”. Quem tem preferência por posições de destaque paga mais. Entretanto, o preço varia tanto quanto as opções de cores e modelos de fantasia. Uma fantasia de destaque de porte e sofisticação médios chega a custar R$ 5 mil.

Blocos que agitaram outros carnavais

29 jan

Por Melissa Toledo

 

Os sentimentos que antecedem o carnaval são inexplicáveis. Cada um o espera com uma emoção singular. São os dias oficiais da felicidade. O coração esquece que tem ritmo próprio e faz dueto com a bateria. Esquece as ordens do corpo e passa a ser eunuco do apito do mestre. E não é de hoje que é assim.

Os “confetes” da semana relembram a origem e a existência dos saudosos blocos carnavalescos de Batatais que, menos compromissados com a técnica e mais irreverentes que as atuais apresentações das escolas de samba, foram berços de muitos sambistas.

 

BLOCO DO REGASSO

Em meio a um bate-papo de bar, vários amigos discutiam sobre a importância da criação de um bloco carnavalesco diferente e original. Foi a aí que tiveram a idéia de fundar um grupo descomprometido com o luxo e que enfatizasse o humor e a sátira. O lema dos integrantes do bloco sempre foi mostrar que o Carnaval é a festa do povo, um momento de alegria, animação e riso. O nome que melhor traduziria esse estilo de se divertir? Bloco do Regasso.

 

BLOCO DO FUNIL

O Bloco do Funil, assim como o Bloco do Regasso, também tem sua origem em bate-papos entre amigos em bares. Surgiu em 1981 e sempre manteve uma linguagem descontraída e jovial. A principal característica do bloco era a adoção de enredos que retratavam temas atuais e polêmicos.

 

BLOCO SOVACO DE COBRA

O Bloco Sovaco de Cobra desfilou pela primeira vez no ano de 1984, com o enredo “Alice no Brasil das Maravilhas”. O curioso nome foi originado de um conhecido reduto da cidade do Rio de Janeiro, o “Sovaco de Cobra”.

 

BLOCO DO MÉ

Em 1979, depois de uma reunião regada a muito “mé”, surgiu entre os participantes a idéia de formar um bloco carnavalesco. O Bloco do Mé entrou pela primeira vez na passarela do samba em 1980. Era conhecido pela extensão das suas atividades. O grupo que formava o bloco, além da dedicação ao samba, era presente na sociedade batataense, promovendo campanhas beneficentes e eventos.

 

BLOCO XAQUAIADO

Sucessivas reuniões no extinto barzinho Copo Sujo deram origem, no dia 30 de janeiro de 1987, ao Bloco Xaquaiado. O nome fazia alusão a uma pessoa bonita, charmosa, alegre, brilhante e inteligente.

Com as cores oficiais branco, vermelho e prata, em 1987 desfilou com o enredo “O beijo não vem da boca”, em que afirmavam com veemência que o beijo tinha origem no interior de cada um. Na diretoria, os foliões: Cássia Maria Pinto, Liliana Prado, Milton Nicolau, Ester Cândida Corrêa, Odair Pereira e Rose Mary Olavo.

 

BLOCO MOCIDADE ALEGRE

Fundado e registrado na Uesb (União das Escolas de Samba Batataenses) em 19 de janeiro de 1987, o Grêmio Recreativo e Cultural Bloco Carnavalesco Mocidade Alegre desfilou pela primeira vez no Carnaval com o enredo “Beijinho, beijinho, carnaval, carnaval”. O Bloco Mocidade Alegre foi fundado por Ubaldo Mozart Ribeiro, Francisco Alfeu Moschiar, Dirceu Garcia e Geraldo Julião.

 

BLOCO LAR DA INFÂNCIA

O Bloco Lar da Infância foi o único bloco a desfilar em 1969, retomando os desfiles de carnaval de Batatais. Era composto por crianças de seis a 12 anos que não faziam necessariamente parte da Instituição. Depois de receber muitos elogios aliados a aplausos e euforia, o Bloco Lar da Infância desfilou novamente em 1970. As cores predominantes do Bloco eram o azul, o branco e o prata.

 

BLOCO DOS DUROS

O Bloco dos Duros era conhecido principalmente pela cor “vermelho esquerda”. Nas apresentações passava a idéia de ser um bloco democrático, desorganizado, liberal, político e ao mesmo tempo bonito. Contestavam, satirizavam, ironizavam e diziam até “encher o saco” de todos. O que realmente valia era a celebração da alegria.

Disco oficial da Uesb: medida exemplar a ser resgatada

28 jan

Por Melissa Toledo

 

Há 23 anos, no Carnaval de 1986, a UESB (União das Escolas de Samba Batataenses), com o apoio dos estúdios da Decson, em Ribeirão Preto, e da extinta rede de lojas Rampim-lar, lançou um LP compacto com os sambas de enredo das três escolas de samba desfilantes. A ação marcou época e até hoje muitos sambistas tem o pequeno disco arquivado como relíquia.

Naquele ano, a Acadêmicos do Samba, que entrava na avenida pela sétima vez, desfilou com o enredo “O dia em que o Brasil descobriu Portugal”. A Riachuelo apresentou o tema “Maravilha negra no cenário das estórias da história do Brasil”. A Castelo, que foi campeã do Carnaval, teve como enredo: “Seja preto, seja branco, todo mundo tem seu santo”.

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